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EDULINGUA 2014
Exposição/Esposizione/Mostra   
Mostra reúne imagens do trabalho de colonos imigrantes em fazendas de café em SP [pt]
Giovedì - 22/01/2009

O Museu Paulista (MP) da USP, conhecido Museu do Ipiranga, abre no próximo dia 25 duas a exposição de longa duração na galeria Universo do Trabalho, intitulada Labor, Lavoura: Café. A mostra reúne acervos relacionados aos trabalhos executados nas fazendas de café no interior de São Paulo, nas ferrovias e no porto de Santos. São apresentadas imagens do trabalho escravo e de colonos imigrantes. O destaque da sala é uma série de seis pinturas a óleo de autoria de Antonio Ferrigno, executadas em 1903, que representam a produção em uma fazenda de café.

O MP fica no Parque da Independência, s/n, Ipiranga, São Paulo. As exposições estão abertas para visitação de terça a domingo, das 9 h às 16h45. Os ingressos custam R$4,00. Crianças até 6 anos e pessoas acima de 60 estão isentos. Estudantes pagam R$2,00 com apresentação de documento comprobatório. No primeiro e no terceiro domingo do mês, a entrada é franca. Mais informações: (11) 2065-8000; site www.mp.usp.br
 
Ferrigno, Antônio (1863 - 1940)      
 
Antônio Ferrigno é um importante pintor da Scuola di Maiori, como fica conhecido o grupo de artistas formado ainda por Pietro Scoppetta (1863 - 1920) e Gaetano Capone (1845 - 1920). Com outros pintores da região de Salerno, integra um grupo de artistas que são chamados de Il Costaioli, pela presença constante das paisagens da costa amalfitana entre os trabalhos. Raras vezes data seus quadros, o que dificulta identificar as fases de sua pintura. Segundo Massimo Bignardi, pesquisador da obra de Ferrigno, pode-se dividir sua produção em três grupos: as pinturas executadas até 1900, que apresentam uma relação com o que é novidade no meio artístico local e trazem uma afinidade técnica com o impressionismo; as pinturas com preocupação social, existentes tanto em sua produção européia como na brasileira; e a pintura de paisagem das grandes fazendas, encomendas de ricos proprietários que lhe trouxeram fortuna. Para Bignardi, na década de 1890 a pintura de Ferrigno passa por uma transformação significativa. Um marco dessa transformação é a tela Le Lavandaie [As Lavadeiras], de 1890. Para o autor, "as cores do artista então se tornam fluidas, luminosas"(1).
 
Nos 12 anos que permanece em São Paulo, entre 1893 e 1905, reproduz paisagens paulistanas, do interior e do litoral, assim como cenas de gênero que retratam personagens populares. Encanta-se a princípio com o litoral. O mar já o atraía na Itália: interessa-lhe explorar os efeitos da luz sobre a água. No Brasil, pinta baías com pequenas casas, barcos, praias, muitas delas povoadas por pescadores, crianças e senhoras passeando, como as que aparecem em Passeio nas Pedras - Guarujá. Diversas dessas cenas do litoral - que retratam praias de Santos, São Vicente, Guarujá e Caraguatatuba - fazem parte de sua exposição individual de 1905. Da capital paulista, Ferrigno pinta diversas telas em que fixa a paisagem urbana, como em Vista da Várzea do Carmo, Rio Tamanduateí, Várzea do Tamanduateí com Convento do Carmo, Estação Barra Funda e Porto de Areia do Rio Tietê. A rua 25 de Março é várias vezes retratada. Uma das telas, presenteada a Pedro Alexandrino (1856 - 1942), hoje faz parte do acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo - Pesp.
 
De acordo com a pesquisadora Ruth Tarasantchi (2) Ferrigno costuma realizar um esboço da paisagem no local, e finaliza os quadros no ateliê com acréscimo de elementos diferentes, aliando assim observação e imaginação. Embora sejam representações pictóricas e não possam ser imediatamente consideradas registros de uma época, tais pinturas permitem entrever aspectos interessantes da configuração da paisagem e dos costumes paulistas do início do século XX. Destacam-se entre essas telas as pinturas que retratam lavadeiras no rio, com suas roupas coloridas espelhando-se na água em manchas luminosas. Nessas obras, que retomam o tema explorado anteriormente na Itália, de que são exemplos Ladeira Porto Geral e Lavadeiras do Rio Tamanduateí, o artista manifesta seu apuro técnico com liberdade criativa.
 
Diversas vezes em sua carreira, Ferrigno dedica-se a retratar personagens anônimos, populares, em seu trabalho cotidiano, como o velho que repara seu instrumento em Afinando o Violino, ou em um momento de descanso, como em Mulata Quitandeira, pertencente ao acervo da Pesp. Comprada pelo governo do Estado em 1903, a tela mostra uma negra escrava vendedora cochilando em uma tarde quente de verão.
 
Por ter retratado as fazendas de orgulhosos proprietários que querem fixá-las em telas, fica conhecido como o pintor do café. A série realizada na Fazenda Victória, em Botucatu, é encomendada pelo conde de Serra Negra, que, ao notar que se iniciava uma crise na cafeicultura em decorrência da superprodução, tem a idéia de fazer uma campanha de propaganda do café brasileiro na Europa. As pinturas são apresentadas em Paris em 1900, e depois em diversas capitais européias, em exposições para divulgação do café paulista. Outra série bastante conhecida o pintor executa na Fazenda Santa Gertrudes, localizada no atual município de Santa Gertrudes. As seis grandes telas - Florada, A Colheita, Lavadouro, O Terreiro, Ensacamento do Café e Café para a Estação - que hoje pertencem ao Museu Paulista da Universidade de São Paulo - MP/USP são enviadas pelo governo brasileiro à Exposição Universal de Saint Louis em 1903 para representar o Brasil e depois expostas em São Paulo, alcançando significativo sucesso de crítica e público.
 
De volta à Itália, passa progressivamente a pintar com menos detalhamento, acrescentando elementos da memória e da fantasia. Nos anos 1920 e 1930, pinta diversos jardins, de Ravello, Vietri e Salerno, telas de cores fortes e brilhantes, em que explora as diferentes tonalidades de verde, a luz e o desenho. Telas como Alameda da Villa Rufolo guardam afinidades com o impressionismo no modo de aplicação das cores. (Fonte: Itaú Cultural)
 
Notas
 
1 Massimo Bignardi apud TARASANTCHI, Ruth. 100 anos depois. In: ANTONIO Ferrigno: 100 anos depois. São Paulo: Pinacoteca do Estado: Sociarte, 2005. p. 22.
 
2 TARASANTCHI, Ruth. 100 anos depois. In: ANTONIO Ferrigno: 100 anos depois. São Paulo: Pinacoteca do Estado: Sociarte, 2005. p. 23.





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