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História/Storia   
Há 1928 anos Pompéia e Herculano eram soterradas pelo Vesúvio
Venerdì - 24/08/2007

Foi no alvorecer do dia 24 de agosto de 79 d.C. que as pequenas Pompéia e Herculano, antigas cidades de veraneio romanas, na região da Campania, à beira do Golfo de Nápoles, foram soterradas por lama vulcânica, na catástrofe que se transformaria, quase dois mil anos depois, numa das mais ricas descobertas arqueológicas de todos os tempos.

Pompéia e Herculano são, hoje, o mais significativo registro da civilização romana e se apresentam como um livro aberto sobre a arte, os costumes, os ofícios, a vida cotidiana do passado. As lavas, pedras e cinzas do Vesúvio atingiram de surpresa as duas cidades, que seguiam os afazeres normais do dia-a-dia, e deixaram para a humanidade um legado histórico incomparável.

Cidades sepultadas

Em Herculano, cidade predominantemente residencial – ao contrário de Pompéia - era feriado, um dia de festa em homenagem ao Imperador Augusto, falecido havia muito tempo. Jogos atléticos eram realizados na Palaestra. A Basílica estava vazia porque os tribunais estavam fechados, devido ao feriado, mas o Fórum estava repleto de pessoas — veranistas que visitavam a cidade.

Tanto em Herculo, quanto em Pompéia - mais ao sul -, foram sentidos ligeiros tremores de terra, que não eram raros na região. No entanto, até então, nunca saíra sequer uma sombra de fumaça do cone arborizado da montanha. 

Herculano, construída entre dois rios que desciam do Vesúvio, logo após a montanha explodir, foi engolfada - numa profundidade de 12 a 18 metros - por uma mistura ardente de cinzas, lava e terra que seguiu o caminho de menor resistência pelos leitos desgastados dos rios. Já Pompéia, ao mesmo tempo, recebia uma chuva de lava, pedras incandescentes e cinzas que a soterraram a uma profundidade de 7 metros, deixando uma vago contorno da cidade.

Um dos poucos relatos sobre a catástrofe pertence a Gaius Plinius Secundus (Como, 23–Stabia, 79), mais como “Plínio, o Velho”, que foi um naturalista romano.

Residindo a trinta quilômetros de Pompéia, foi surpreendido pela explosão do vulcão, uma vez que, até aquela data, a única coisa que havia registrado sobre o assunto foram as marcas de queimado no topo do Vesúvio. Para saciar a sua curiosidade, mandou preparar um pequeno barco, convocou uma tripulação de nove homens e pouco antes das 5 horas da tarde pôs-se a caminho de Pompéia.

Ao se aproximarem da cidade, as altas temperaturas e uma densa nuvem de fumaça fizeram com que o barco se desviasse de seu destino, vindo a aportar na vizinha Stabia. Na manhã do dia 25, antes das 7 horas da manhã, uma nova nuvem atingiu Pompéia. Quem ainda tinha sobrevivido e permanecido no local, acabou sufocado pelos gases.

A nuvem prosseguiu em direção a Stabia. Os moradores perceberam-na atravessando a baía e tentaram fugir, sem sucesso: os gases vulcânicos fizeram centenas de vítimas, entre elas o próprio Plínio.

Por anos as cidades mortas estiveram ausentes da memória das pessoas, como se elas jamais tivessem existido. Outras erupções ocorreram sepultando, ainda mais Herculano e Pompéia.

Somente no Renascimento, com a redescoberta, pelos italianos, da sua herança greco-romana, é que foram relidos antigos manuscritos que apontavam para a existência das cidades soterradas. Criaram-se rumores sobre tesouros escondidos na base do Vesúvio.

Em Pompéia e Herculano, a partir do início do século XVIII, foram realizadas explorações ordenadas por vários regimes políticos, abandonadas com o tempo. Em 1869, durante o reinado de Vítor Emanuel da Itália, as escavações foram reiniciadas, mas quando as buscas se aproximaram do emaranhado de casas da moderna cidade de Resina, surgiu uma nova dificuldade: a enérgica oposição dos senhorios. Estes não estavam interessados no desenvolvimento da cultura por meio da Arqueologia. Preferiam as favelas abarrotadas do presente às vilas vazias do passado. Em 1875 provocaram uma paralisação nos trabalhos. Parecia que as duas cidades estavam destinadas a ficar soterradas para sempre.

A despeito dos esforços no sentido de revitalizar o projeto das cidades num plano internacional, no fim do século, os trabalhos só recomeçaram em 1927. O Governo Italiano decidiu programar as escavações num ritmo constante, e começou finalmente o processo lento e laborioso de devolver intactas à luz do dia as ruas e casas de Pompéia e Herculano.






Redação Oriundi


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