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Um terço das famílias italianas não tem PC em casa

A emergência ligada à disseminação do Covid-19 e a decorrente necessidade de espaço em casa e acesso a serviços on-line, tendo em conta o período de quarentena, motivou o Istituto Nazionale di Statistica (ISTAT) a realizar a pesquisa “Spazi in casa e disponibilità di computer per bambini e ragazzi” (Espaços em casa e disponibilidade de computador para crianças e jovens), cujos resultados foram divulgados, nesta segunda-feira (06). 

Segundo o estudo, na Itália, um terço das famílias italianas não tem computadores ou tablets em casa. As mais penalizadas são as residentes no sul do país, onde 4, em cada 10, não possuem um PC.

Acompanhe, a seguir, os resultados completos. 

Mais da metade das crianças compartilha PCs ou tablets com a família. Apenas 3 em cada 10 crianças têm alta capacidade digital. Mais de 4 em cada 10 crianças vivem em condições de habitação superlotadas. 

A emergência associada à disseminação do Covid-19 destacou a necessidade de ter espaço suficiente em casa e equipamento de TI adequado para permitir aos alunos a oportunidade de seguir, remotamente, as lições de casa, assim como interagir com amigos e familiares, assistir filmes e encontrar oportunidades de lazer.

Segundo o ISTAT, nos anos de 2018 e 2019, 33,8% das famílias não tinham computador ou tablet em casa; 47,2% contavam com apenas um equipamento e 18,6% dispunham de dois ou mais.  O percentual de pessoas que não tem computador em casa sobe para 70,6%, entre as famílias de idosos (65 anos ou mais), mas cai para 14,3%, entre as famílias com pelo menos um menor. O impacto do nível de educação é muito forte: na média das famílias com mais escolaridade (nas quais pelo menos um componente possui um diploma), a participação daqueles que nem sequer têm computador ou tablet é reduzida para 7,7%.

Em 22,7% das famílias pesquisadas, menos da metade dos componentes tem um PC para usar. Para 22,2% das famílias, apenas um computador está disponível para cada componente.

A porcentagem de famílias sem computadores excede 41,0% no Sul, com Calábria e Sicília na liderança (respectivamente 46,0% e 44,4%), e é de cerca de 30,0% em outras áreas do país. A proporção de domicílios com um número insuficiente de computadores, em comparação com o número de componentes, também é maior no Sul: 26,6% possuem um número de PCs e tablets para menos da metade dos componentes e apenas 14,1% possuem pelo menos um para cada componente.

Por outro lado, nas regiões norte, a proporção de famílias com pelo menos um computador doméstico é maior. Em particular em Trento, Bolzano e na Lombardia, mais de 70% das famílias possuem um computador, e a cota ultrapassa os 70% também na Lazio. Além disso, no Norte, a parcela de famílias nas quais todos os componentes têm um PC aumenta para 26,3%.

O maior percentual de famílias sem computadores é observado em pequenos municípios (39,9% naqueles com até 2.000 habitantes), o menor nas áreas metropolitanas (28,5%). Se considerarmos famílias com menores de idade, a proporção de pessoas que não têm computador cai para 14,3%, mas as diferenças territoriais são ainda mais acentuadas com valores que variam de 8,1% no Noroeste (6% na Lombardia) para 21,4% do sul.