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Itália fecha os portos à entrada de navios com imigrantes 

Em Lampedusa, prosseguem os desembarques e não há mais espaço para o isolamento de recém-chegados.

O Ministério de Infraestrutura e Transporte da Itália não permitiu a entrada do navio Alan Kurdi, da ONG alemã Sea-Eye,  no país. Segundo informou o ministério, em nota, a epidemia de Covid-19 torna impossível garantir portos seguros na Itália, a navios com bandeira estrangeira. 

Em decreto interministerial estabelecido, nesta terça-feira (07), o MIT explica que “devido à emergência da pandemia de Covid19, os portos não atendem mais aos requisitos de saúde necessários, exigidos pela Convenção de Hamburgo". O documento foi assinado pela ministra Paola De Micheli, com seus colegas Luigi Di Maio, de Relações Exteriores, Roberto Speranza, da Saúde, e Luciana Lamorgese, do Interior. 

É um decreto inspirado nos princípios de proteção da saúde dos passageiros e de igualdade ao tratamento dispensado aos cidadãos italianos, aos quais está impedida a circulação de um município para outro, com regras estritas para o retorno a países estrangeiros.

E, em referência ao Alan Kurdi, navio da ONG alemã Sea-Eye que solicitou à Itália e Malta o porto de escala, o Ministério dos Transportes pediu à Alemanha que se encarregasse dele.

O governo alemão, como estado de bandeira, "foi convidado a assumir a responsabilidade por todas as atividades marítimas, incluindo o porto de desembarque, de Alan Kurdi, que, atualmente, além disso, ainda não entrou nas águas territoriais italianas. Na certeza de que a Alemanha manterá seus compromissos, o executivo italiano está pronto para colaborar e o Ministério de Infraestrutura e Transporte, em consulta com o Ministério da Saúde, para intervir, se necessário, também com o uso de seus próprios meios, de acordo com o princípios de solidariedade e fraternidade com os quais o país sempre enfrentou essas emergências ".

Migrantes continuam chegando a Lampedusa

Já no porto da Ilha de Lampedusa, ao sul da Itália, os desembarques de imigrantes que fazem a travessia em botes e autonomamente continuam, conforme denuncia o prefeito Totò Martello que adverte:  "Até agora, eu também assumi responsabilidades que não são minhas para manter a calma social. Agora, o governo tem o dever de intervir".

Desembarque duplo, em poucas horas: primeiro, 67 escoltados pela polícia, os mesmos que por um dia permaneceram à mercê do mar, nas águas de Sar Maltese. Então 57 chegaram sozinhos. Isso foi o suficiente para provocar o protesto dos moradores da ilha. As 34 pessoas que chegaram em 6 de abril já estão no hotspot,  em quarentena, o que significa que não há espaço para outras pessoas que acabam forçadas a permanecer aguardando uma transferência. (Redação www.oriundi.net com informações da AGI