Porta (PD): A Commonwealth, laboratório para um novo multilateralismo democrático
Em ocasião do Commonwealth Day, celebrado na Câmara dos Deputados, em 09/03, o deputado italiano Fabio Porta, eleito pela Circunscrição Exterior e presidente do Grupo Interparlamentar de Amizade Itália - Guiana, discursou na conferência intitulada "A Evolução das Instituições Internacionais e a Governança Global".
Em seu discurso, o Porta enfatizou que o Commonwealth não deve ser considerado "um resquício de um passado imperial, mas um verdadeiro laboratório para o futuro", uma comunidade de 56 países que optou por fundamentar sua legitimidade em valores compartilhados como a democracia parlamentar, o Estado de Direito, os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável.
Recordando a atual crise do multilateralismo e as tensões que afetam a ordem internacional — desde o retorno da guerra no coração da Europa aos desequilíbrios econômicos e climáticos, até os desafios impostos pela revolução digital — Porta definiu o Commonwealth como uma “rede de redes”, na qual Estados grandes e pequenos, do Norte Global e do Sul Global, experimentam formas de ação concertada capazes de inspirar uma reforma mais ampla da governança global.
Foi dada especial atenção ao papel da Itália. Embora não seja membro da Commonwealth, o nosso país, observou o deputado, partilha dos seus princípios fundamentais e é um “parceiro natural” de muitos países membros, graças também à presença de comunidades italianas profundamente enraizadas no estrangeiro e à orientação mediterrânica e europeia da nossa política externa. Neste contexto, o diálogo entre a Itália e o Commonwealth representa uma oportunidade para construir uma relação mais equilibrada entre a Europa e o Sul Global, “baseada no respeito mútuo e em projetos partilhados, e não no paternalismo ou na indiferença”.
Porta enfatizou o papel central dos parlamentos na evolução das instituições internacionais: "Falar de governança global sem parlamentos significa arriscar uma tecnocracia distante dos cidadãos; pensar em parlamentos fechados dentro de fronteiras nacionais significa condenar-nos à impotência diante de desafios que não conhecem fronteiras". Daí seu apelo por uma "dupla lealdade: à soberania popular e à responsabilidade global".
O parlamentar também destacou o Commonwealth como um modelo significativo de "multilateralismo parlamentar", graças à sua densa rede de relações interparlamentares e ao seu engajamento em questões cruciais como mudanças climáticas, economia azul, gestão de fluxos migratórios e proteção dos direitos das mulheres e dos jovens.
Concluindo seu discurso, Porta afirmou que a evolução das instituições internacionais pode representar "um verdadeiro passo adiante para a civilização, e não apenas um novo capítulo na geopolítica", desde que consiga conciliar memória e inovação, identidade e abertura, raízes nacionais e responsabilidade global. A Itália, seu Parlamento e suas comunidades ao redor do mundo – reiterou ele – estão prontos para fazer sua parte, inclusive por meio de um relacionamento “mais profundo e estruturado” com o Commonwealth.
Porta (PD):Il Commonwealth, laboratorio di un nuovo multilateralismo democratico
In occasione del Commonwealth Day, celebrato presso l’Aula dei Gruppi parlamentari della Camera dei deputati, l’on. Fabio Porta, eletto nella Circoscrizione Estero e Presidente del Gruppo interparlamentare di amicizia Italia–Guyana, è intervenuto alla conferenza dal titolo “The Evolution of International Institutions and Global Governance”.
Nel suo intervento, l’on. Porta ha sottolineato come il Commonwealth non debba essere considerato “il residuo di un passato imperiale, ma un vero e proprio laboratorio di futuro”, una comunità di 56 Paesi che ha scelto di fondare la propria legittimità su valori condivisi quali la democrazia parlamentare, lo stato di diritto, i diritti umani e lo sviluppo sostenibile.
Richiamando l’attuale crisi del multilateralismo e le tensioni che attraversano l’ordine internazionale – dal ritorno della guerra nel cuore dell’Europa agli squilibri economici e climatici, fino alle sfide poste dalla rivoluzione digitale – Porta ha definito il Commonwealth una “rete di reti”, nella quale Stati grandi e piccoli, del Nord e del Sud del mondo, sperimentano forme di concertazione capaci di ispirare una riforma più ampia della governance globale.
Particolare attenzione è stata dedicata al ruolo dell’Italia. Pur non facendo parte del Commonwealth, il nostro Paese – ha ricordato il deputato – ne condivide i principi di fondo ed è “partner naturale” di molti Paesi membri, grazie anche alla presenza di radicate comunità italiane all’estero e alla vocazione mediterranea ed europea della nostra politica estera. In questo quadro, il dialogo tra l’Italia e il Commonwealth rappresenta un’occasione per costruire un rapporto più equilibrato tra Europa e Sud globale, “basato sul rispetto reciproco e su progetti condivisi, non sul paternalismo o sull’indifferenza”.
Porta ha insistito sul ruolo centrale dei Parlamenti nell’evoluzione delle istituzioni internazionali: “Parlare di governance globale senza Parlamenti significa rischiare una tecnocrazia distante dai cittadini; pensare a Parlamenti chiusi entro i confini nazionali significa condannarci all’impotenza di fronte a sfide che non conoscono frontiere”. Da qui l’appello a una “doppia fedeltà: alla sovranità popolare e alla responsabilità globale”.
Il deputato ha inoltre indicato nel Commonwealth un modello significativo di “multilateralismo parlamentare”, grazie alla fitta rete di relazioni interparlamentari e al confronto su temi cruciali come cambiamento climatico, blue economy, gestione dei flussi migratori e tutela dei diritti di donne e giovani.
Concludendo il suo intervento, l’on. Porta ha affermato che l’evoluzione delle istituzioni internazionali potrà rappresentare “un vero passo avanti di civiltà, e non soltanto un nuovo capitolo di geopolitica”, a condizione di saper tenere insieme memoria e innovazione, identità e apertura, radicamento nazionale e responsabilità globale. L’Italia, il suo Parlamento e le sue comunità nel mondo – ha ribadito – sono pronti a fare la loro parte, anche attraverso un rapporto “più profondo e strutturato” con il Commonwealth.
Notícias Relacionadas
-
Porta (PD): Segurança 2035 torna a prevenção uma prioridade estratégica nacional
12 Mar 2026 -
Porta (PD): A Commonwealth, laboratório para um novo multilateralismo democrático
10 Mar 2026 -
Porta (PD): Grave propaganda do referendo por parte do COMITES de Rosário
08 Mar 2026 -
Porta (PD): Informação institucional dos Comites de Rosário (Argentina) a favor do voto Sim no Referendo
06 Mar 2026 -
Violência de gênero: Cooperação entre Brasil, Itália e UE
05 Mar 2026

