Fabio Porta: Inteligência Artificial deve servir às pessoas
“A inteligência artificial precisa estar a serviço da pessoa, e não transformar o trabalhador em um simples dado ou em uma pontuação. Para isso, são fundamentais a transparência, a formação e uma verdadeira negociação coletiva do algoritmo”. Foi o que afirmou o deputado italiano Fabio Porta (PD), durante sua participação no Congresso da Confintesa Roma Capitale, realizado no Palazzo Valentini, nesta terça-feira (06/10), na mesa-redonda “Da Rerum Novarum à magnífica humanitas”.
Porta lembrou que a encíclica Rerum Novarum, de 1891, não pedia para travar o progresso, mas para humanizá-lo. “Hoje, aquela lição exige que governemos a inteligência artificial protegendo a dignidade, a segurança e a participação dos trabalhadores”, afirmou.
O deputado reconheceu que a IA pode trazer benefícios concretos, especialmente ao aliviar tarefas repetitivas e fisicamente desgastantes. Ao mesmo tempo, alertou para os riscos: vigilância excessiva, discriminação e decisões tomadas de forma automática e opaca. “Quem trabalha precisa ter o direito de conhecer e questionar os critérios pelos quais é avaliado. A responsabilidade pelas decisões nunca pode ser simplesmente transferida para uma máquina.”
Para Porta, o sindicato continua sendo essencial no futuro do trabalho. Ele deve ajudar a dirigir a inovação e garantir que os ganhos de produtividade se convertam também em salários melhores, mais formação e jornadas de trabalho mais humanas. O parlamentar recordou ainda sua trajetória como secretário nacional do Movimento Estudantes da Ação Católica.
“O verdadeiro progresso não se mede apenas pela eficiência das tecnologias, mas pela liberdade concreta das pessoas. Não podemos aceitar um mundo com máquinas cada vez mais avançadas e trabalhadores cada vez mais vulneráveis”, concluiu.
Fabio Porta, AI al servizio della persona, serve contrattazione dell’algoritmo
«L’intelligenza artificiale deve essere al servizio della persona, non trasformare il lavoratore in un dato o in un punteggio. Servono trasparenza, formazione e una vera contrattazione dell’algoritmo». Lo ha dichiarato il deputato Fabio Porta intervenendo a Palazzo Valentini al Congresso di Confintesa Roma Capitale, nella tavola rotonda “Dalla Rerum Novarum alla magnifica humanitas”.
«La Rerum Novarum non chiedeva di fermare la modernità, ma di umanizzarla. Oggi quella lezione impone di governare l’AI tutelando dignità, sicurezza e partecipazione dei lavoratori», ha sottolineato Porta.
Il deputato ha evidenziato le opportunità dell’intelligenza artificiale per alleggerire mansioni ripetitive e usuranti, mettendo però in guardia dai rischi di sorveglianza invasiva, discriminazione e decisioni automatizzate opache. «Chi lavora deve poter conoscere e contestare i criteri con cui viene valutato. La responsabilità delle decisioni non può essere scaricata su una macchina».
«Il sindacato è una necessità del futuro: deve contribuire a governare l’innovazione e garantire che i guadagni di produttività si traducano anche in salari migliori, formazione e tempi di lavoro più umani», ha aggiunto Porta, richiamando la propria esperienza come segretario nazionale del Movimento Studenti di Azione Cattolica.
«Il progresso — ha concluso — non si misura soltanto dall’efficienza delle tecnologie, ma dalla libertà concreta delle persone. Non possiamo avere macchine sempre più avanzate e lavoratori sempre più vulnerabili».
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