Porta (PD): O diálogo entre Igreja e República no Brasil ilumina os desafios de nossas democracias
O lançamento do livro de Jair Santos, "Chiesa e Stato in Brasile. Religione, politica e società nella Repubblica (1889-1945)", publicado pela editora Carocci, ocorreu nesta segunda-feira (20/04), na Sala de Imprensa do Montecitorio.
Em seu discurso, o deputado italiano Fabio Porta (PD), eleito pela Circunscrição Exterior América do Sul, classificou o livro como "uma contribuição de grande mérito acadêmico e notável interesse histórico e político", enfatizando como o caso brasileiro demonstra uma modernização na qual a separação entre Igreja e Estado não implica no desaparecimento do catolicismo da esfera pública.
Porta lembrou a distinção, central para a obra, entre laicização e secularização: a primeira diz respeito à estrutura institucional do Estado, a segunda à evolução da sociedade e suas referências culturais. "O Brasil", observou ele, "demonstra que um Estado pode ser laico sem ser neutro ou indiferente ao papel público da religião."
Uma seção especial foi dedicada ao tema da migração e da presença italiana, com referência aos capítulos sobre a missão de Giovanni Battista Scalabrini e o clero secular italiano no Brasil, que demonstram a contribuição das comunidades italianas para o desenvolvimento do país.
Segundo Porta, o volume "nos ajuda a compreender que o laicismo não é sinônimo de hostilidade à religião, mas sim um espaço no qual as relações entre instituições democráticas, pluralismo e profundas tradições culturais são redefinidas de forma madura", oferecendo também ferramentas úteis para a interpretação dos desafios da sociedade contemporânea.
On. Fabio Porta: Il dialogo tra Chiesa e Repubblica in Brasile illumina le sfide delle nostre democrazie
Si è svolta, oggi, presso la Sala Stampa di Montecitorio la presentazione del volume di Jair Santos “Chiesa e Stato in Brasile. Religione, politica e società nella Repubblica (1889-1945)”, edito da Carocci.
Nel suo intervento, l’on. Fabio Porta, deputato eletto nella circoscrizione Estero – America Meridionale, ha definito il libro “un contributo di grande serietà scientifica e di notevole interesse storico e politico”, sottolineando come il caso brasiliano mostri una modernizzazione in cui la separazione tra Stato e Chiesa non comporta la scomparsa del cattolicesimo dalla sfera pubblica.
Porta ha richiamato la distinzione, centrale nell’opera, tra laicizzazione e secolarizzazione: la prima riguarda l’assetto istituzionale dello Stato, la seconda l’evoluzione della società e dei suoi riferimenti culturali. “Il Brasile – ha osservato – dimostra che uno Stato può essere laico senza essere neutrale o indifferente rispetto al ruolo pubblico della religione”.
Un passaggio particolare è stato dedicato al tema delle migrazioni e della presenza italiana, con riferimento ai capitoli sulla missione di Giovanni Battista Scalabrini e sul clero secolare italiano in Brasile, che testimoniano il contributo delle comunità italiane alla costruzione del paese.
Secondo Porta, il volume “aiuta a capire che la laicità non è un sinonimo di ostilità verso il fatto religioso, ma uno spazio in cui si ridefiniscono in modo maturo i rapporti tra istituzioni democratiche, pluralismo e tradizioni culturali profonde”, offrendo strumenti utili anche per leggere le sfide delle società contemporanee.
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