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Implante de microchip em 2.500 cidadãos italianos

Eric Larsen, chefe da Biohax Italia, empresa líder no campo da produção de microchips, informou que está aguardando a aprovação das autoridades de saúde e do Ministério da Saúde para poder disseminar a sua tecnologia, também na Itália.

A previsão é que sejam implantados chips subcutâneos, em cerca de 2.500 cidadãos, entre Milão e Roma, dentro de seis a oito meses. A informação foi divulgada pela Euronews, site de notícias patrocinado pela União Europeia.

Segundo a matéria, milhares de suecos e alemães já tiveram microchips implantados sob a pele da mão, uma tecnologia usada para atividades diárias, como acessar o smartphone, o Linkedin, abrir a porta da frente da casa e ativar um alarme. 

Jowan Österlund, 38 anos, que patenteou um microchip que pode ser injetado em uma mão humana, iniciou a empresa sueca Biohax International, em 2013. Desde então, cerca de 6.000 unidades já teriam sido implantadas, em todo o mundo. Mesmo sem a certificação do Ministério da Saúde, a Biohax Italia já teria conseguido inserir esses chips em algumas centenas de pessoas, que se dispuseram à novidade, voluntariamente.

A empresa e parceiros estariam, atualmente, trabalhando para garantir que os microchips possam conter informações de saúde. Uma das vantagens alegadas seria a possibilidade de, “no caso de alguém ser levado para o hospital inconsciente, um paramédico poder escanear o microchip e obter informações sobre alergias ou condições pré-existentes”.  Já a ferramenta para efetuar pagamentos estaria, ainda, em desenvolvimento.

O microchip é implantado com uma seringa e o processo é semelhante ao de fixação de um piercing na pele. Mas os implantes podem causar infecções ou reações no sistema imunológico do corpo, disse Ben Libberton, microbiologista do MAX IV Laboratory, no sul da Suécia, à AFP.