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Livrarias italianas registram aumento das vendas de obras sobre o Papa

Livros, revistas, vídeos e DVD sobre a vida e os sucessos do Papa João Paulo II invadiram o mercado editorial italiano poucos dias depois de sua morte.

"As vendas de livros sobre o Papa aumentaram consideravelmente, é um delírio", entusiasmou-se um funcionário da livraria Feltrinelli, uma das maiores da capital.

Mas as melhores vendas foram registradas entre os livros escritos por João Paulo II, principalmente o quinto e último "Memória e identidade", uma reflexão sobre a história do século XX na qual o Papa evoca temas como a democracia, a liberdade, o nazismo e o comunismo.

"Os leitores compram os livros de João Paulo II por causa da emoção que causou sua morte", explicou um vendedor da livraria Mondadori.

O último livro do Papa falecido, que está entre os cinco mais vendidos na Itália, integra a impressionante oferta de suplementos, revistas, vídeos, DVDs e até fitas musicais dedicados a João Paulo II.

Nas bancas, também se pode adquirir "A História de Karol Wojtyla: o Papa polonês", editado pelo jornal La Repubblica e escrito pelo vaticanista Sandro Magister.

Outros sucessos de vendas foram o DVD e os vídeos distribuídos pelo jornal romano Il Messaggero, com imagens de João Paulo II jovem, quando caminhava nos Alpes ou quando viajava até os confins do mundo.

A idolatria pelo Papa chegou a tal ponto que é assunto de debate nacional, e um grupo de mais de 300 intelectuais assinaram uma petição para que seja perservado o espírito leigo da Itália.

Este grupo se opõe a que a estação central de trens de Roma, Termini, seja rebatizada com o nome de João Paulo II, como propôs o prefeito da capital Walter Veltroni.

A notoriedade do falecido Papa é tamanha que muitos recém-nascidos foram batizados Karol ou João Paulo.

O caso mais notável é o de Karol K., filho de um casal de africanos que nasceu no dia 2 de abril às 21H34, ou seja, três minutos antes da hora oficial da morte do Papa.